O menino balançava para trás e para frente ansioso para o espetáculo.
Havia tantos adultos em sua volta que se sentia como um...
- Vamos todos arrasar está noite!!! - dizia Paulo gritando enquanto andava até as cochias com o elenco.
- Merda pra ti Paulo...- disse o homem dando tapinhas no ombro de Paulo e ajeitando seu óculos.
- Obrigado Arnaldo...
- Se apresente como se...
- A minha apresentação fosse sempre a ultima da minha vida. - disse sorrindo e lhe deu as costas correndo por ouvir soar o primeiro sinal.
Ao ouvir o primeiro sinal os pequenos olhos focaram para o palco escuro e vazio.
Seu coração acelerou quando ouviu o segundo... E pulou da cadeira quando ouviu o terceiro... e sorriu ao ver o palhaço sorridente entrar. O sorriso franco lhe cativou e sua atenção estava totalmente voltada a ele, momentos depois vários palhaços sérios entraram em cena. O palhaço sorridente sentou na boca de cena e começara a tocar seu violino suavemente. Cada corda tocada o fazia estremecer e arrepiar.
E assim fora durante o espetáculo... ficava sério ao ver palhaços discutindo sobre politica. Entristecia ao ver outros na miséria, mas sorria com o único palhaço sorridente que sustentava sua alegria e tocava para os outros.
Mas a cena que nunca iria se esquecer seria o final do espetáculo... O palhaço sorridente depois de ter se cansado de tanto ajudar e nada mudar em sua volta dirigiu - se a boca de cena e chorou... Chorava entre soluços entristecido. A tristeza invadiu o peito do menino que o fez chorar e entrar em desespero. Os olhos do palhaço se encontraram com os do menino, o sorriso de lado brotou e a rosa em sua mão foi jogada para o menino.
Sorrindo, o menino encostou seu nariz na flor, que cheirava a morte... Voltou a olhar o palco e virá seu pai desabar ao chão... Seu coração estava vazio ao ver que as cortinas se fecharam...
As lágrimas ainda molhavam aquela rosa velha que Fernando sempre guardava dentro de uma caixinha.
- Adeus meu filho... que Deus abençoe seu caminho. - dizia a mulher com um sorriso triste ao ver o filho dentro do ônibus com destino a São Paulo.
- Adeus mãe... um dia vou cumprir minha promessa. - dizia o garoto acenando a mulher.
As rodas giraram e Fernando sentia que estava cada vez mais distante de seu passado e mais perto de seus sonhos...
Mergulhado em seus sonhos acordado, sua viagem do interior ao centro de São Paulo fora até rápida para o que se era esperado.Com as mochilas nas costas caminhou até o ponto de taxi e perguntou a um velho qual o nome daquela rodoviária.
- Tietê, rapaz... - respondeu com a feição confusa ao menino. - Você tem certeza que queria estar aqui?
O menino olhou para os lados com um sorriso cativante e voltou a olhar o velho - Sim... tudo isso é lindo, não acha? - perguntou animado. Preferiu não ouvir a resposta do velho "carrancudo" e andou durante horas pelas ruas da meia noite de São Paulo. As luzes dos prédios, e postes acompanhavam o cintilar das estrelas. Uma cidade que nunca dormia, mas a ele acalmava o coração angustiado; que a qualquer momento poderia encontrar a solução de seus problemas e naquele instante precisava de um... hotel.
Após horas andando e analisando a cidade, ele se deu conta do cansaço e se hospedou em um hotel barato. Onde havia apenas o quarto e o banheiro, a cama lhe parecia muito antiga, toda sua forma era feita com pequenas barras de metal enferrujado. O colchonete era velho e quando se sentava sentia a frieza dos metais que rangiam alto. Fernando passou as mãos sobre os cabelos desanimado e se levantou para tomar um banho. Obviamente a aguá não era aquecida, mas estava acostumado a não obter este luxo.
Repousando a cabeça no travesseiro e contemplando o teto durantes alguns minutos, Fernando sorriu. - Amanhã será um grande dia pai... - sussurrou olhando a rosa e virou - se fechando a caixinha e adormeceu com a rosa pousada em uma de suas mãos.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Sei o que sou...
- Seu nome...?
- É Fernando Oliveira.
Dizia o menino claramente nervoso, sentia o suor descer sobre o rosto lentamente.
Estar na boca de cena olhando o escuro era realmente ameaçador.
- Você tá a quanto tempo nessa profissão?
- Eu estou ha dois anos...
- Dois anos?! - perguntou o homem desdenhando. - Você sabe que este é o papel de protagonista não é?
- Sim, senhor.
- Acha que tem qualidade o bastante pra isso?
- Não sei, vai depender do que o senhor achar. - dizia entrelaçando os dedos e balançando de um lado para o outro, mostrando claramente seu nervosismo.
O diretor respirou fundo e pousou seu óculos na mesa. - O palco é seu...
- E...uu v...v...ou apre...pre...pre..sen...
- Fernando! - gritou o diretor.
- Sim?! - perguntou o menino assustado.
- O que se espera de um ator , no minimo, é que fale fluentemente e bem! - disse friamente.
- Eu sei.
- Ainda acha que merece esse papel?
- Sim, só estou um pouco nervoso senhor. - dizia o menino desesperado.
O homem respirou fundo secando o suor da testa e recolocou os óculos. - Quantos anos você tem?
- Tenho 18 senhor.
- 18?!?! - perguntou irritado, respirou fundo novamente e riscou o nome do menino na sua caderneta - Como conseguiu DRT?
- Comprei provisório... - disse timidamente.
- Comprei provisório... - disse timidamente.
- O palco é seu... - disse friamente.
O menino olhou para os lados e as lágrimas desciam suavemente uma atrás da outra. Então ele olhou a penumbra e respirou fundo fechando os olhos. - Eu sei o que sou...
Virou - se em silencio e sumiu.
- Cada um que me aparece... - disse o diretor limpando o suor da testa, mas ficou um tempo em silencio repensando o que vira. Havia algo naquele menino que não fazia sentido á ele.
- Arnaldo... você tá estressado... é isso. - disse se levantando riscando o ultimo nome da lista.
- Até amanhã Beto. - disse Arnaldo se despedindo do servente do teatro. Vestindo seu casaco naquela noite sem lua de São Paulo mais fria de todos os tempos, Arnaldo andava lentamente olhando cada traço da cidade. Onde guardava lembranças em cada pedra do asfalto, em cada edifício velho que enfeitava aquela cidade moderna. Há distancia de sua casa era consideravelmente longa, mas Arnaldo nunca economizou passos, andar lhe dava inspiração... inspiração... uma palavra que o atormentava em cada passo. Os testes começaram, mas Arnaldo não tinha a minima noção do que iria escrever e quais personagens queria. Há tempos não sabia o que era escrever durante horas, tocar as pontas dos dedos levemente na sua Underwood como se fosse um piano. Suas ideias tinham um começo, mas não tinham continuidade e muito menos sentimentos... Arnaldo tentara de tudo. Chegar até a embriaguez e escrever qualquer coisa que vier em sua insanidade, amar novamente para que pelo menos escrevesse uma história de amor, ficar de cabeça pra baixo durante horas, mas todas estas tentativas o levava a meditar em frente sua máquina sem tocar uma letra.
Chegando em seu apartamento no primeiro andar Arnaldo sentou -se na unica poltrona de sua sala e olhou a pilhas de livros no chão. Pratos, panelas e talheres sujos na pia durante uns dias. Poeira por todo o canto do pequeno apartamento. Levantando desanimado fora direto para seu quarto onde a cama estava desarrumada, lençóis que não trocara desde que dispensou a faxineira há dois meses atrás. Tudo estava em desarmonia... menos sua varanda. Ali estava sua Underwood brilhando na noite, sua escrivaninha e cadeira refletia em suas pupilas. Arnaldo abriu um sorriso de lado e sentou - se diante seu "santuário".
- Conta - se a história de um homem... Não... uma mulher! Não... um homem que não tinha coração! Não... um...escritor idiota que não sabe escrever mais. - dizia sentindo as ultimas palavras revirarem seu estomago.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Vazio...
Diante desta máquina fico horas olhando o vazio.
O vazio que me toma
Que me rasga
Que me para
Que me angustia.
A angustia de não exprimir meus sentimentos, nem que seja remoto, em uma ou duas palavras quaisquer. Não consigo nem mesmo exprimir a raiva e a tristeza que sinto quando lhes digo esta catástrofe meus senhores.
Um dia quem sabe minha alma possa voltar e enfim... viajar no mar das letras infinitas.
O vazio que me toma
Que me rasga
Que me para
Que me angustia.
A angustia de não exprimir meus sentimentos, nem que seja remoto, em uma ou duas palavras quaisquer. Não consigo nem mesmo exprimir a raiva e a tristeza que sinto quando lhes digo esta catástrofe meus senhores.
Um dia quem sabe minha alma possa voltar e enfim... viajar no mar das letras infinitas.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Um suspiro
Caro leitor, creio que não esteja acordado no momento em que descrevo estas palavras, talvez o que escrevo agora não seja o mesmo pensamento de amanhã, mas meu objetivo não é chamar atenção, apenas exprimir meus pensamentos...
No silencio da cidade e na melodia das estrelas percebo que a vida é tão frágil.
Alguns dizem que se morressem amanhã não se arrependem de nada do que fizeram e fariam tudo de novo, porque é errando que se aprende. Bobeira... todos os dias quando se acorda você se arrepende de algo que não fez e que poderia ter mudado a sua vida para melhor. Dizer que não se arrepende de nada é mostrar que não quer ser apenas... humano. Por que não se arrepender de seus erros e querer ter uma segunda chance para mudá - los? Quem não quer voltar no tempo pelo menos uma vez?
Tive a vontade de voltar muitas e muitas vezes, Deus sabe o que erramos nesta vida tão curta.
Mas a unica coisa que não quero me arrepender é de não ter amado pelo menos uma vez. Ter fechado os olhos e suspirar até perde o fôlego. Entregar - se de corpo e unir sua alma pelo menos uma vez... Este arrependimento não quero ter... Repousarei satisfeito neste cobertor estrelado e sonhar que fui feliz pelo menos em um minuto.
No silencio da cidade e na melodia das estrelas percebo que a vida é tão frágil.
Alguns dizem que se morressem amanhã não se arrependem de nada do que fizeram e fariam tudo de novo, porque é errando que se aprende. Bobeira... todos os dias quando se acorda você se arrepende de algo que não fez e que poderia ter mudado a sua vida para melhor. Dizer que não se arrepende de nada é mostrar que não quer ser apenas... humano. Por que não se arrepender de seus erros e querer ter uma segunda chance para mudá - los? Quem não quer voltar no tempo pelo menos uma vez?
Tive a vontade de voltar muitas e muitas vezes, Deus sabe o que erramos nesta vida tão curta.
Mas a unica coisa que não quero me arrepender é de não ter amado pelo menos uma vez. Ter fechado os olhos e suspirar até perde o fôlego. Entregar - se de corpo e unir sua alma pelo menos uma vez... Este arrependimento não quero ter... Repousarei satisfeito neste cobertor estrelado e sonhar que fui feliz pelo menos em um minuto.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Era um fim de semana como todos os outros.
Miguel acordara mais cedo do que de costume. Tomou seu café e comeu pão fresco como sempre. Sentava - se no sofá durante horas olhando para o céu como sempre. Acendia seu cigarro quando estava nervoso e sentava de frente para a tela vazia como sempre. Durante toda manhã esteve parado, olhando o vazio, cigarro atrás de outro cigarro. Tirava o pincel de sua caixa e quando iria molha - lo, recolocava na caixa como sempre.
Maria Eduarda acordava no fim da manhã todos os dias, iria comprar os pães e fazer o café como todos os dias, mas surpreendeu - se com a atitude de Miguel.
Sentava - se no sofá e observava cada ação de Miguel como todos os dias, lia o jornal atentamente como todos os dias:
- Miguel, está com algum problema? - perguntava Maria Eduarda preocupada.
- Não... - respondera Miguel friamente.
Maria Eduarda preferiu não discutir como todos os dias, queria manter a relação estável:
- Sabe que dia é hoje? - perguntou Maria Eduarda esperançosa.
- Sábado, meu amor, está no jornal. - respondera Miguel friamente.
Maria Eduarda se levantou irritada jogando a tela violentamente contra a parede e parando diante de Miguel que a olhava em transe:
- Olha pra mim! Diz que você sabe... - gritava Maria Eduarda.
- Você está brigando comigo? Só por que é sábado? - perguntou indignado a ela.
Maria Eduarda deu - lhe as costas enxugando as lágrimas e correu para seu quarto. Desabou sobre a cama e chorava descontroladamente como nenhum dia ja visto. E quando a decepção se esvaia, o sono da solidão a invadira. Adormecera; com uma ultima lágrima parada em seus olho.
Miguel levantou sorrindo e recolocou sua tela diante dele. Abriu sua caixa de pinceis e tintas. Pintara com afeto, suas mãos guiava o pincel como uma melodia, um sorriso carinhoso estampado e lágrimas dolorosas desciam de seu rosto rigido. Cada traço era desenhado com cada fio de seu coração. Miguel pintara sorrindo e chorando a tarde inteira como nenhum dia visto...
A noite caiu e Maria Eduarda se levantava lentamente, sem animo como nunca visto. Fora para a sala novamente e lá estava Miguel de frente para aquela maldita tela invadido pela penumbra da noite. Sentou - se no sofá, prendeu os cabelos em um coque e pousou as mãos sobre o colo apreensiva:
- Você está com algum problema? - perguntara Miguel gentil.
- Não. - rebateu Maria Eduarda friamente.
- Sabe que dia é hoje? - perguntou Miguel seriamente.
Maria Eduarda não conseguiu conter suas lágrimas abaixando a cabeça: - Hoje é nosso aniversário de casamento e você não lembrou. Na verdade você não lembra de mais nada, nem mesmo dos nossos sonhos quando construimos juntos a anos atrás. Estou cansada...
- Mas você me ama?
- Amo... mas tudo mudou. Prometemos que o casamento não atrapalharia e seguimos a mesma tradição, os sonhos se perderam, nosso amor também pode se apagar como essa maldita tela em branco!
- Acenda esta luz Mama... - ordenou Miguel.
Maria Eduarda indignou - se com a resposta e se levantou brsucamente quase danificando o interruptor:
- Pronto! Aqui está sua lu...
Maria Eduarda estava intacta como uma estátua. Miguel enxugava suas lágrimas e jogara finalmente o pincel na caixa exausto.
A sala estava invadida por várias figuras de Maria Eduarda, quando era um simples bebê, uma simples menina, uma linda adolescente e uma maravilhosa mulher. Todas de várias cores e tipos, tinham seus tempos diferentes, mas o que era comum em todas as pinturas era seu sorriso. Traços delicados de alguém que sempre amou a si mesma:
- Eu fiquei durante tantos dias diante desta tela sem saber o que pintar. A cada dia me matava, a cada dia minha alma se esvaia como todos os dias. E a minha morte acabou afetando você e nosso amor, até a tarde eu não sabia se te amava e muito menos se me amava, mas em um ato de desespero você me acordou. E percebi que minha inspiração maior estava todos os dias ao meu lado. A maior inspiração da minha vida é amar você, isto... - disse Miguel apontando a todos os quadros - É um gesto singelo de dedicar meu amor por você. E ... - iria responder, mas Maria Eduarda o beijou como nunca tinha o beijado:
- Não diga mais nada, deixe os corações daqueles que amam responder... Eu te amo Miguel. - disse Maria Eduarda o abraçando.
- Eu te amo Maria Eduarda. - respondeu Miguel tocando - lhes os lábios delicados e frágeis.
O decorrer da história não me convém narrar, mas não irei dizer que viveram felizes para sempre, mas posso dizer que vão se amar como todos os dias.
Dedicado à minha inspiração maior...
Maria Eduarda acordava no fim da manhã todos os dias, iria comprar os pães e fazer o café como todos os dias, mas surpreendeu - se com a atitude de Miguel.
Sentava - se no sofá e observava cada ação de Miguel como todos os dias, lia o jornal atentamente como todos os dias:
- Miguel, está com algum problema? - perguntava Maria Eduarda preocupada.
- Não... - respondera Miguel friamente.
Maria Eduarda preferiu não discutir como todos os dias, queria manter a relação estável:
- Sabe que dia é hoje? - perguntou Maria Eduarda esperançosa.
- Sábado, meu amor, está no jornal. - respondera Miguel friamente.
Maria Eduarda se levantou irritada jogando a tela violentamente contra a parede e parando diante de Miguel que a olhava em transe:
- Olha pra mim! Diz que você sabe... - gritava Maria Eduarda.
- Você está brigando comigo? Só por que é sábado? - perguntou indignado a ela.
Maria Eduarda deu - lhe as costas enxugando as lágrimas e correu para seu quarto. Desabou sobre a cama e chorava descontroladamente como nenhum dia ja visto. E quando a decepção se esvaia, o sono da solidão a invadira. Adormecera; com uma ultima lágrima parada em seus olho.
Miguel levantou sorrindo e recolocou sua tela diante dele. Abriu sua caixa de pinceis e tintas. Pintara com afeto, suas mãos guiava o pincel como uma melodia, um sorriso carinhoso estampado e lágrimas dolorosas desciam de seu rosto rigido. Cada traço era desenhado com cada fio de seu coração. Miguel pintara sorrindo e chorando a tarde inteira como nenhum dia visto...
A noite caiu e Maria Eduarda se levantava lentamente, sem animo como nunca visto. Fora para a sala novamente e lá estava Miguel de frente para aquela maldita tela invadido pela penumbra da noite. Sentou - se no sofá, prendeu os cabelos em um coque e pousou as mãos sobre o colo apreensiva:
- Você está com algum problema? - perguntara Miguel gentil.
- Não. - rebateu Maria Eduarda friamente.
- Sabe que dia é hoje? - perguntou Miguel seriamente.
Maria Eduarda não conseguiu conter suas lágrimas abaixando a cabeça: - Hoje é nosso aniversário de casamento e você não lembrou. Na verdade você não lembra de mais nada, nem mesmo dos nossos sonhos quando construimos juntos a anos atrás. Estou cansada...
- Mas você me ama?
- Amo... mas tudo mudou. Prometemos que o casamento não atrapalharia e seguimos a mesma tradição, os sonhos se perderam, nosso amor também pode se apagar como essa maldita tela em branco!
- Acenda esta luz Mama... - ordenou Miguel.
Maria Eduarda indignou - se com a resposta e se levantou brsucamente quase danificando o interruptor:
- Pronto! Aqui está sua lu...
Maria Eduarda estava intacta como uma estátua. Miguel enxugava suas lágrimas e jogara finalmente o pincel na caixa exausto.
A sala estava invadida por várias figuras de Maria Eduarda, quando era um simples bebê, uma simples menina, uma linda adolescente e uma maravilhosa mulher. Todas de várias cores e tipos, tinham seus tempos diferentes, mas o que era comum em todas as pinturas era seu sorriso. Traços delicados de alguém que sempre amou a si mesma:
- Eu fiquei durante tantos dias diante desta tela sem saber o que pintar. A cada dia me matava, a cada dia minha alma se esvaia como todos os dias. E a minha morte acabou afetando você e nosso amor, até a tarde eu não sabia se te amava e muito menos se me amava, mas em um ato de desespero você me acordou. E percebi que minha inspiração maior estava todos os dias ao meu lado. A maior inspiração da minha vida é amar você, isto... - disse Miguel apontando a todos os quadros - É um gesto singelo de dedicar meu amor por você. E ... - iria responder, mas Maria Eduarda o beijou como nunca tinha o beijado:
- Não diga mais nada, deixe os corações daqueles que amam responder... Eu te amo Miguel. - disse Maria Eduarda o abraçando.
- Eu te amo Maria Eduarda. - respondeu Miguel tocando - lhes os lábios delicados e frágeis.
O decorrer da história não me convém narrar, mas não irei dizer que viveram felizes para sempre, mas posso dizer que vão se amar como todos os dias.
Dedicado à minha inspiração maior...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Existência
O que são sonhos neste mundo real?
O que são expectativas neste mundo selvagem?
Com o decorrer do tempo todos perdem sonhos, expectativas e sua vida. Se acomoda em seu lugar que conseguiu com o desespero de ter o tão suado dinheiro.
Mas o que é o dinheiro comparado a um sonho realizado?
O que é o dinheiro quando suas expectativas se realizaram?
Qual é o valor para ser feliz?
Quando encontrarem, por favor, me avisem... Então não mais existirei.
O que são expectativas neste mundo selvagem?
Com o decorrer do tempo todos perdem sonhos, expectativas e sua vida. Se acomoda em seu lugar que conseguiu com o desespero de ter o tão suado dinheiro.
Mas o que é o dinheiro comparado a um sonho realizado?
O que é o dinheiro quando suas expectativas se realizaram?
Qual é o valor para ser feliz?
Quando encontrarem, por favor, me avisem... Então não mais existirei.
sábado, 23 de abril de 2011
Pequenos contos...
Aqui estou...
Olhos me condenam, mas meu coração está em paz, últimos suspiros me fazem chorar.
Em breve verei seus olhos novamente, eu lhe perdôo pelo o que fez e me arrependo por ter apagado seus olhos. Percebi que sua ausência é pior que esta corda que estraçalha minha garganta.
Tens razão... Tudo que fazemos tem seus motivos, cabe saber se sua moral aceita, porque tudo que é certo, é forjado pelo coração. Dei motivos para fugir de mim, mas sei que por mais que tenha se deitado com outros, nenhum deles sentiu sua alma como eu senti. Pena que isto basta somente agora.
Me sinto livre, finalmente me sinto humano meu amor.
Até logo...
Olhos me condenam, mas meu coração está em paz, últimos suspiros me fazem chorar.
Em breve verei seus olhos novamente, eu lhe perdôo pelo o que fez e me arrependo por ter apagado seus olhos. Percebi que sua ausência é pior que esta corda que estraçalha minha garganta.
Tens razão... Tudo que fazemos tem seus motivos, cabe saber se sua moral aceita, porque tudo que é certo, é forjado pelo coração. Dei motivos para fugir de mim, mas sei que por mais que tenha se deitado com outros, nenhum deles sentiu sua alma como eu senti. Pena que isto basta somente agora.
Me sinto livre, finalmente me sinto humano meu amor.
Até logo...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Desabafo...
Para mim é como um dia qualquer, onde a maldade e a bondade estão na mesma intensidade. Não comer carne hoje vai me fazer ser mais puro? É uma questão de respeito a Deus que é desnecessária, o ruim é ter respeito hoje e não ter mais nada amanhã.
O respeito vem do amor e hoje não deveria ser tratado como uma obrigação e sim ser um dia de homenagem feita com o coração, mas fomos ensinados de um modo errado...
Este mundo vive e respira hipocrisia.
O respeito vem do amor e hoje não deveria ser tratado como uma obrigação e sim ser um dia de homenagem feita com o coração, mas fomos ensinados de um modo errado...
Este mundo vive e respira hipocrisia.
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